sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Serras e Àguas de MInas

Estamos postando o link do Movimento Serras e Águas de Minas, do qual o MACACA faz parte, mostrando a verdadeira face do governo de Minas em sua política ambiental de terra (e águas) arrasada(s).
Vale a pena assistir, principalmente quando o governador, querendo mostrar-se democrático diante do público, cede o microfone para o nosso companheiro Gustavo Gazinelli que, assumindo uma postura de extrema coragem, fala a verdade sobre o que o governo Aécio está fazendo com nosso patrimônio natural e com nossa gente.

http://www.youtube.com/watch?v=IN8M91IagNM

segunda-feira, 7 de setembro de 2009



Sete de Setembro, dia da Independência política do Brasil, data emblemática apropriada de variadas formas por diversos atores que lhes dão novos significados. Sete de Setembro também é o dia no qual o distrito histórico de Morro Vermelho se enfeita e comemora a festa de sua padroeira com a encenação da tricentenária cavalhada, relembrando o combate entre mouros e cristãos, em uma tradição de grande riqueza cultural.

No entanto a região possui outras riquezas, além das mostradas pelos guias turísticos, desconhecidas pela maioria dos caeteenses como a fabulosa Serra do Gandarela, também conhecida localmente como Serra do Piáco ou Maquiné, alvo da cobiça de grupos que a tomam somente como um imenso depósito de minérios formados há milhões de anos pela ação das forças da natureza.

O MACACA inicia hoje neste espaço uma série de informações sobre o Gandarela, para trazer ao conhecimento de todos toda rica diversidade e beleza dessa região que engloba desde as suas límpidas águas, cachoeiras, biodiversidade, patrimônio arqueológico, lendas fantásticas e fatos históricos.

Para proteger todo esse complexo temos que primeiro conhecê-lo, reconhecê-lo como nosso vem a seguir, para então sabermos o que fazer para garantir o seu futuro que está ligado ao futuro de nossa gente e por que não, da própria terra.
Sejam bem-vindos à essa caminhada pela Serra do Gandarela...

sábado, 5 de setembro de 2009

UTILIDADE PÚBLICA

Aprovado no último dia 25 pela Câmara Municipal o Projeto de Lei 025/2009 que declara de Utilidade Pública o Movimento Artístico Cultural e Ambiental de Caeté - MACACA, concretizando uma antiga aspiração da entidade que teve reconhecido todo trabalho que vem efetuando em prol do meio ambiente, da arte, da cultura e da cidadania em Caeté.
Nosso muito obrigado a todos que colaboraram para mais essa vitória.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Viva a Fé(sta) desse povo, viva o povo brasileiro!




Fotos: Patrícia Urias e Alice Okawara (MACACA)

O Encontro dos grupos da Marujada de Dores de Guanhães e Congados de Caeté (Srª. do Rosário e Santo Antônio), coloriu a tarde de sábado na Praça João Pinheiro no Centro. Esse intercâmbio entre os grupos folclóricos, legítimos representantes de nossa cultura, foi possível graças ao trabalho conjunto da Associação dos Artesãos, MACACA e Prefeitura de Dores de Guanhães, contando com a colaboração valiosa de Isabela Cançado, secretária de meio ambiente de Dores, que disponibilizou todos os recursos ao seu alcance para que o evento acontecesse.
Mas nós, como todos sabem, somos somente os intermediários e facilitadores, os verdadeiros artistas do povo são eles, os congadeiros e marujos, que mantêm viva por gerações uma tradição que os une em uma coletividade que se reconhece nessas manifestações, dando um sentido de identidade e pertencimento à essas pessoas que assim assumem um papel e lugar ímpar em um mundo que tende à homogeneização cultural.
E viva a alegria, as cores, o brilho, a festa, a fé e a dignidade dessas pessoas... Viva!!!

domingo, 19 de julho de 2009

O Público e o Privado



Público e privado, às vezes se misturam e se confundem, mas cada um, conceitualmente, tem sua esfera de atuação. Aqui em Caeté, pela fragilidade que as instituições aparentam, esta distinção se torna mais difícil. A foto acima mostra a apropriação do público pelo privado e estes casos se multiplicam pela cidade frente à omissão do poder público. Outro caso é a reportagem publicada em jornal da cidade sobre o acordo assinado entre a Prefeitura e a Vale para a última elaborar o Plano Diretor de Recursos Hídricos, algo assim nos moldes de parceria público privada, bem ao gosto neoliberal. Sabe-se que todos municípios passam por dificuldades, mas delegar esse plano tão importante para o conhecimento e gestão dos recursos hídricos à uma empresa privada, mesmo sabendo de seu interesse em um megaprojeto no município é uma demonstração de incompetência, senão de entreguismo e submissão. Será que não existiam alternativas junto às instituições (universidades, fundações) isentas e não comprometidas com o mercado? A dominação e as apropriações adquirem diversas formas, às vezes, colocam raposas para tomar conta dos galinheiros...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Onde está o futuro?






Final de aula, as crianças correm para a saída da escola, umas para a compahia de alguém que as levará para casa, outras irão sozinhas, mas todas terão que enfrentar o mesmo perigo, o risco das ruas, que começa a um passo do portão. Há um tempo atrás pintaram faixas de pedestres à porta de algumas escolas, não em todas por motivo não sabido, como se todas as crianças não estivessem expostas à acidentes em um trânsito cada vez mais confuso. Depois com o asfaltamento da Av. João Pinheiro antes das últimas eleições as faixas desta via se foram juntamente com os quebra-molas e a sinalização resultante foram amarelas faixas contínuas como as de uma auto-estrada, de uma free-way, que iam de encontro a questionáveis propostas "modernizadoras" de uma administração que parece ver a cidade como velha e atrasada. As escolas ficaram sem as faixas de pedestres, os condutores sem os velhos, mas eficientes quebra-molas, livres para acelerar e as nossas crianças sem segurança alguma. Mas o caminho para os carros, ônibus e caminhões deve ser livre, rápido, o fluxo da modernidade e do progresso acima de tudo, as crianças não, são pequenas, lentas, vivem brincando, atrapalham.
O que é mais importante? Onde está o futuro?