Caro Leitor,
O MACACA, cumprindo o seu Estatuto, em
defesa da cultura e do patrimônio histórico e natural de Caeté, protocolou no
Ministério Público requerimento de suspensão do Processo Licitatório Municipal de
número 007/2012 (esse documento encontra-se em macacaete.blogspot.com.br), cujo objeto era a contratação de uma empresa
para a confecção do livro “Caeté entre Histórias e Memórias” e da “Cartilha do Morador
do Centro Histórico da Cidade de Caeté/MG”, onde o processo cessaria em
21/12/12, através da apreciação das propostas apresentadas. O descumprimento
dos dispositivos da Lei Municipal n° 2.647/2010, que institui, no município de
Caeté, o Fundo Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural – FUMPAC, somado ao
fato de que o gestor desse fundo, o secretário de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, deveria, conforme Artigo 7° da lei do FUMPAC, ter
apresentado ao Conselho Municipal do Patrimônio Natural e Cultural de Caeté a
prestação de contas do mesmo, e não o fez até a presente data, levou-nos a essa
decisão.
Como entidade representativa da
sociedade civil com assento no Conselho, sentimo-nos obrigados a dar
conhecimento ao Ministério Público e aos cidadãos caeteenses de que não
concordamos com qualquer decisão desse Conselho que legitime o Processo
Licitatório em pauta. Chamou a atenção também o fato de que, na reunião
extraordinária, foi apresentada a proposta do livro, mas não o livro em si, ou
seja, o Conselho aprovou um livro a ser impresso com recursos do FUMPAC, sem
conhece-lo de fato.
Essa ação nos faz cumprir o nosso
papel como entidade cidadã e atuante na defesa do patrimônio histórico,
cultural e ambiental de Caeté. A importância dos Conselhos Municipais fica
evidente nesse caso, e deveria suscitar uma discussão de como fortalecê-los, já
que o formato atual apresenta falhas, sendo insuficiente como espaço
democrático do exercício da cidadania. Os conselhos permitem a participação da
sociedade na gestão do dinheiro público. Para isso foram criados, e se não
fosse por meio do chamado Conselho de
Cultura, dificilmente detectaríamos as irregularidades levadas na ocasião
ao conhecimento do Ministério Público.
Cancelado por “falta de
interessados” e declarado "deserto", o Processo Licitatório 007/2012 teve o desfecho natural, pois
deve ter sido desestimulador às empresas apresentarem proposta nessa licitação,
pois havia o risco iminente de se enfrentar um processo judicial por motivo das
irregularidades. Diante das demandas emergenciais, como o caso da Igreja de São
Francisco, no Centro, e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, no Morro
Vermelho, dentre outras, aprovadas no primeiro trimestre, e que até agora não
tiveram providências efetivas para salvaguardá-las de maiores danos, ficará a
população de Caeté sem resposta em como foi usado os recursos do FUMPAC, que,
segundo o próprio secretário, em pronunciamento em uma rede social, soma mais
de quatrocentos mil reais?
25 de dezembro de 2012
MACACA –
Movimento Artístico, Cultural e Ambiental de Caeté.
Pessoal! A chuva atrapalhou o abraço simbólico à antiga estação de Caeté mas, nao apagou nosso ânimo em reverter seu estado de abandono. Nessa visita vimos que, apesar de tudo, ela ainda conserva seu charme. Vimos também que ao estar aberta e abandonada, gera insegurança para os vizinhos e que entre estes, podemos encontrar apóio para a preservaçao e conservaçao do prédio. Essa relaçao pode direcionar a proposta para a implantaçao de um polo de inclusao social, digital e de desenvolvimento humano partindo já da vizinhança e se espraiando por toda a cidade. Sonhar é grátis. Abraços e até uma próxima data para o abraço que fica adiado por enquanto. 
