Essa denúncia está no site Mídia Independente e também no jornal Opinião de Caeté dessa semana, o que comprova que o discurso da empresa Vale como empresa social e ambientalmente responsável é cheio de contradições e, pior, mascara sua verdadeira face. Agora entende-se a defesa veemente da empresa por um dos diretores do Clube do Cavalo de Caeté nas Consultas Públicas do Parque Nacional da Serra do Gandarela, a troca de favores atinge todos os segmentos, não somente o político. Essa política de cooptação é prática corriqueira da Vale, que favorece e manipula pessoas, entidades e segmentos do poder público, utilizando seu imenso poder econômico, para que trabalharem por seus interesses. Depois da denúncia a identificação da empresa foi coberta por uma folha em branco no material de propaganda do evento.
Uma empresa acima de qualquer suspeita não se envolve com esse tipo de coisa, não é mesmo?
Saiba mais em: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2012/05/508019.shtml
http://www.opiniaocaete.com.br/cariboost_files/edicao_202247.pdf
Blog dedicado a ser fórum interno e externo de participação nesta Ong de Caeté - MG - Brasil. email: omacaca@yahoo.com.br
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Macaca no CNRH
O MACACA foi escolhido, juntamente à outras entidades da sociedade civil, através de processo democrático, para fazer parte do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, resultado da coerência e histórico de lutas da entidade em torno da água, bem comum essencial à vida. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos desenvolve atividades desde junho de 1998, ocupando a instância mais alta na hierarquia do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos,. É um colegiado que desenvolve regras de mediação entre os diversos usuários da água sendo, assim, um dos grandes responsáveis pela implementação da gestão dos recursos hídricos no País dentre outras atribuições. O trabalho é extremamente importante e difícil devido aos interesses de agentes privados ou públicos que raramente colocam a água como um bem público a ser compartilhado de forma democrática e justa. Mais uma etapa na trajetória do Macaca que vem se firmando como uma entidade respeitada e reconhecida por seu trabalho em prol da coletividade.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Parque do Gandarela - Consultas Públicas
As Consultas Públicas para a criação do Parque Nacional do Gandarela promovidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIo), iniciaram-se na segunda-feira, dia 7, em Raposos, seguidas das de Caeté, ontem e Ouro Preto, hoje. As próximas serão realizadas, em Santa Bárbara, no dia 10, Rio Acima, dia 11 e finalmente Belo Horizonte. As consultas de Raposos e Caeté foram marcadas pelo antagonismo entre os que defendem a criação da unidade de conservação e os que defendem o projeto Apolo da Vale, mesmo que a proposta apresentada pelo órgão federal aponte uma possibilidade de conciliação. O Macaca entende que tal conciliação torna-se muito difícil, senão impossível, pela incompatibilidade entre uma atividade altamente degradadora e uma unidade de conservação enquadrada na categoria Parque Nacional ou seja, de preservação integral, por isso defende a integralidade do Parque do Gandarela conforme proposta inicial do ICMBio. . Fora isso a empresa Vale não abre mão de suas pretensões de expansão para áreas de grande relevância (Ribeirão da Prata, Cangas Ferruginosas, cavernas, etc), as quais o ICMBio entende que, fundamentado nos estudos realizados, o Parque perderia até os argumentos essenciais para sua criação, tal o grau de destruição e comprometimento que causaria ao ecossistema local. O Macaca manifestou sua posição através de documento que foi lido na Consulta Pública de Caeté e entregue ao ICMBIo para ser juntado ao processo de criação do Parque. Tal audiência que deveria acontecer dentro de um debate de alto nível foi marcada por atos de incivilidade e desrespeito pelo grupo convocado pelo governo municipal, que chegou ao ponto do próprio prefeito, Ademir de Carvalho, interromper por diversas vezes a exposição dos técnicos do ICMBIo, revelando uma falta de educação que não é própria dos caeteenses.
Saiba mais em: http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/4-geral/2760-aberta-consulta-publica-para-criacao-de-parque-em-minas.html
Acesse: http://www.aguasdogandarela.org/
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Linha do tempo do cinismo ambiental | Portal EcoDebate
Na aula inaugural da EPSJV/Fiocruz, a pesquisadora Camila Moreno faz um histórico detalhado das Nações Unidas, das conferências sobre meio ambiente e explica o que está por trás do discurso da Economia Verde rumo a Rio+20.
Leia a matéria completa em:
Linha do tempo do cinismo ambiental | Portal EcoDebate
Leia a matéria completa em:
Linha do tempo do cinismo ambiental | Portal EcoDebate
sábado, 24 de março de 2012
África: Vale causa impactos em Moçambique
Relatos da resistência dos moradores reassentados pela mineradora Vale na região de Tete -Moçambique-, em reivindicação das promessas incumpridas pela empresa.
Julia Nassif - Ignacio Lemus
Julia Nassif - Ignacio Lemus
quinta-feira, 22 de março de 2012
Dia Mundial da Água - Caeté
Os especialistas do Fórum Mundial das Águas, realizado em março na França, apontam que a escassez de água no mundo podem aumentar os conflitos em torno do precioso bem, já prevendo um aumento na demanda mundial de 55% até 2050, o que podemos considerar um prazo relativamente curto. Caeté ainda não acordou para o fato que a água que dispõe para uso e consumo e somente a que nasce e banha o seu território, justamente pelo município se localizar junto à parte do Espinhaço onde nascem alguns cursos d’água do alto Rio das Velhas. A cena cotidiana de pessoas “varrendo” seus passeios com água tratada, que jorra abundante de mangueiras enquanto mal chega às partes mais altas da cidade, sem uma penalização ou sanção à esse péssimo hábito . As nascentes no meio urbano e entorno também estão ameaçadas pelo boom do setor imobiliário, que se expande também na zona rural, muitas vezes sem controle dos órgãos responsáveis pelo planejamento e fiscalização. As políticas públicas locais para o setor inexistem e mudam de acordo com a situação, todas as Áreas de Proteção Ambiental criadas para preservação dos mananciais ficaram somente no papel pois, até hoje, não existe Conselho Gestor das mesmas e no momento pensa-se em substituir a preservação de mananciais de superfície, que abastecem por gravidade por poços subterrâneos, que consomem energia elétrica e que não estão livres de contaminação (grande parte da água subterrânea dos Estados Unidos está contaminada).
Analisand0-se a situação das águas do município por bacias, temos:
A bacia do Ribeirão Caeté-Sabará é a mais comprometida, pelo desmatamento de suas margens, pela atividade minerária a montante de seus tributários e pela descarga de esgoto, efluentes e lixo no meio urbano. A paralisação da construção da estação de tratamento de esgotos, obra que ainda suscita dúvidas quanto a valores, estrutura e á efetividade do sistema, causou frustração aos que queriam ver o rio com águas mais limpas, o que pode demorar pois até o momento não se efetivou a retomada das obras. Outro problema grave dessa bacia é o risco que corre o manancial de Morro Vermelho, o Córrego Santo Antônio, pois um projeto de lavra da Jaguar Mining (MSol) ameaça suas nascentes, caso que pede a intervenção do Ministério Público para salvaguardar os interesses coletivos. Na mesma bacia, no bairro Quintas da Serra, o conflito em torno da água segue sem solução, dividindo grupos que controlam poços e outros que disputam as nascentes da vertente sul da Serra da Piedade, isso sem que sem que uma efetiva regulamentação do setor público se imponha.
A bacia do Ribeiro Bonito, onde se localiza a maior captação para abastecimento público, tem problemas com risco de carreamento de defensivos da Horticultura, expressiva na região, resíduos da agrosilvicultura, esgoto doméstico de Rancho Novo e desmatamento como maiores problemas. A Penha, hoje muito populosa, não tem água tratada, pois a Estação de Tratamento de Água, localiza-se abaixo, na sede do município, o que representa, em conjunto com a falta de rede coletora de esgotos, um caso de saúde pública. A captação do Descoberto, água enquadrada como especial, melhora a qualidade das águas captadas no Ribeiro Bonito, mas só atende pequena parte do distrito.
Finalmente a Bacia do Ribeirão da Prata, com águas abundantes e de qualidade corre risco com o Projeto Apolo da Vale. Essa bacia é altamente estratégica para o abastecimento público futuro, não só para Caeté, como para parte da Região Metropolitana e talvez a proposta do Parque Nacional na região possa salvaguardá-las, caso se efetive. A anuência dada pelo município e SAAE para o licenciamento, sem audiência pública e discussões mais amplas, é, no mínimo, irresponsável, pois a bacia do Prata é também de interesse de municípios como Raposos e Belo Horizonte.
Percebe-se que a situação das águas em Caeté não é tão tranquila como muitos querem fazer crer, repetimos, só dispomos da água que nasce em nosso município e temos todos que pensar seriamente sobre isso, com risco de termos que buscar água muito distante e pagar caro por essa imprevidência, Itabira é o melhor exemplo disso.
Vamos lutar por nossas águas, bem comum, precioso (não mercadoria) e não deixar que falsos discursos nos iludam.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Em meio a crise, Planalto ameaça vetar lei ambiental

A bancada ruralista pressiona para que o projeto seja votado logo, mas Dilma já avisou que não tem pressa e trabalha para que a votação fique para depois da Rio +20. A aprovação, às vésperas da conferência mundial sobre ambiente, do texto que os ruralistas querem poderia representar constrangimento internacional para o governo. O veto presidencial poderia, assim, neutralizar as críticas dos ambientalistas.
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Em meio a crise, Planalto ameaça vetar lei ambiental
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