segunda-feira, 21 de março de 2011

MPE na defesa do Gandarela

Estado de Minas
Recomendação do MPE impede retirada de vegetação na Serra da Gandarela

Luana Cruz -

Publicação: 21/03/2011 09:00 Atualização:

Povoado de Morro Vermelho, em Caeté. O projeto na Mina Apolo, na Serra do Gandarela, divide opiniões na região atingida  (Beto Magalhaes/EM/D.A Press. Brasil.)
Povoado de Morro Vermelho, em Caeté. O projeto na Mina Apolo, na Serra do Gandarela, divide opiniões na região atingida

Uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) tenta impedir a destruição da Serra da Gandarela, em Caeté, na Região Central de Minas. O local é considerado área prioritária para a conservação da Mata Atlântica e da biodiversidade. Com recomendação, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) eliminou da pauta de avaliações cinco pedidos de autorização para retirada de vegetação na serra. As solicitações eram da mineradora Vale para implementação do projeto Apolo.

Segundo o MPE, o projeto é um conjunto de estruturas operacionais para lavra, beneficiamento e transporte de minério de ferro. As intervenções da mineradora dividem opiniões de moradores e especialistas sobre os impactos ambientais. Se as autorizações fossem concedidas, impactariam uma área de aproximadamente 1.800 hectares na Serra do Gandarela. As autorizações causariam ainda impacto em áreas incluídas na proposta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a criação do Parque Nacional do Gandarela. A região possui espécies da flora raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/03/21/interna_gerais,216530/recomendacao-do-mpe-impede-retirada-de-vegetacao-na-serra-da-gandarela.shtml?sms_ss=facebook&at_xt=4d8764a99bdc11d3%2C0

quinta-feira, 17 de março de 2011

Bomba: Vale dá calote.

Bomba na Folha! ‘Calote’ de R$ 4 bilhões faz União questionar Vale; mineradora foi inscrita no Cadin

qua, 09/03/11 por Décio Sá | categoria Economia e Negócios | Tags Dilma, DNPM, Lula, Mina de Carajás, Roger Agnelli

Por Valdo Cruz e Letícia Sander, da Folha de S. Paulo:

Brasília – Em mais um capítulo da disputa com a Vale, o governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro.

A cobrança gerou mais um atrito na relação da empresa com o governo na semana passada, contornado após conversa por telefone entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).

Vale ainda pode perder exploração de Carajás se não pagar royalties

Os dois devem se encontrar nesta semana, em Brasília, para buscar um acordo sobre a cobrança dos royalties do setor – a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).

Segundo a Folha apurou, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), responsável pela fiscalização da cobrança de royalties, cobra uma dívida de R$ 900 milhões pela exploração de minério no Pará e cerca de R$ 3 bilhões pela mineração em Minas Gerais.

A Vale não concorda com o valor e diz que sua dívida, se procedente, não passa da metade desse montante, disse à Folha um técnico envolvido nas negociações. Na semana passada, procurada, a empresa não quis se manifestar oficialmente sobre o assunto.

Ameaça a Carajás

A cobrança criou um curto-circuito dentro do DNPM, que levou Agnelli a recorrer às pressas a Lobão para cassar uma decisão que poderia fazer a mineradora perder seus direitos sobre a exploração da mina de Carajás (PA).

No dia 25 de fevereiro, a superintendência do órgão no Pará abriu processo para cassar a concessão da Vale na mina de Carajás depois de aplicar três multas na empresa num intervalo de um ano.

Motivo: divergências na base de cálculo usada pela mineradora para recolher os royalties. Depois da interferência de Agnelli diretamente em Brasília, a direção nacional do DNPM decidiu revogar, no dia 1º deste mês, a abertura do processo diante da avaliação de que o superintendente no Pará não tinha autonomia para a iniciativa.

A cobrança dos royalties, porém, segue em frente e conta com o apoio do Palácio do Planalto, que, desde o governo Lula, trava uma disputa com Agnelli por mais investimentos da mineradora no país e reclama do baixo valor de pagamento de royalties na mineração.

Um técnico do governo destaca que a dívida cobrada da Vale, em torno de R$ 4 bilhões, é quase quatro vezes a arrecadação anual dos royalties de mineração no país – que atingiram o recorde de R$ 1,083 bilhão em 2010.
E representa cerca de 13% do lucro da mineradora no ano passado, que foi de R$ 30,1 bilhões.

DNPM vê irregularidade na base de cálculo de royalties

Segundo DNPM, Vale faz descontos indevidos no ICMS, PIS e Cofins

Segundo DNPM, Vale faz descontos indevidos no ICMS, PIS e CofinsO DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) acusa a Vale de fazer descontos irregulares na base de cálculo dos royalties de mineração e tributar suas exportações por um preço abaixo do valor final.

Esses foram os motivos das três multas aplicadas à Vale, no intervalo de um ano, pela superintendência do órgão, levando à abertura de processo de caducidade (revogação da concessão) da exploração de minério na mina de Carajás.

Aberto pelo superintendente Every Tomaz de Aquino, o processo foi revogado pelo diretor-geral Miguel Nery, mas a cobrança da dívida está mantida.

Intermediação

Segundo relatório da Procuradoria-Geral no Pará, a Vale “recorre à intermediação de suas empresas vinculadas e controladas, sediadas em paraísos fiscais”, para reduzir a base de cálculo dos royalties cobrados em suas exportações.

O órgão diz que a empresa vende às suas controladas Vale International e Vale Overseas, nas ilhas Cayman e na Suíça, o minério a um preço abaixo do que é exportado efetivamente para o mercado europeu e asiático.

A Folha apurou que a mineradora faz a operação amparada em entendimento da Receita Federal, que aceita um “preço de transferência” até 15% menor do que o valor final da exportação.

O DNPM contesta essa avaliação, argumentando que a Receita tem esse entendimento na cobrança de tributos, o que não se encaixaria na CFEM, o royalty da mineração, classificado pelo órgão como um “preço público”, e não tributo.

Irregularidades

O órgão aponta ainda irregularidades da Vale no desconto, na base de cálculo da CFEM, de despesas de transporte do minério até o porto. A empresa estaria descontando até gastos com planos de saúde de motoristas, o que não é permitido.

A Vale estaria também fazendo descontos indevidos na base de cálculo de tributos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) incidentes sobre as vendas, mas cujos pagamentos não teriam sido comprovados.

Segundo o DNPM, as dívidas apuradas pela fiscalização do órgão fizeram com que a empresa fosse inscrita, há cerca de seis meses, no Cadin – cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal.

Lula quis cabeça de Roger Agnelli

Presidente da Vale por indicação do Bradesco, acionista da mineradora, Roger Agnelli quase perdeu o cargo no governo Lula. Evitou a queda depois de acertar um plano de investimentos em siderúrgicas no país.

Agora, com Dilma Rousseff no Planalto, voltaram as especulações de que ele pode deixar a empresa, onde está há mais de dez anos.

Lula sempre questionou Vale e Roger Agnelli por não tratar minério no país

Atualmente, um dos nomes citados para suceder Agnelli é o de Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil, hoje no Grupo Safra e que recusou a Secretaria de Aviação Civil.

Seu perfil é considerado ideal para a Vale, segundo assessores de Dilma. Testado no comando do Banco do Brasil, Maranhão tem bom trânsito no mundo político. Além dele, outro citado é Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez.

O ex-presidente Lula sempre questionou a Vale por exportar minério de ferro enquanto o país, por exemplo, tem de importar trilhos para ferrovias, entre outros produtos fabricados a partir do produto básico exportado.

Lula costumava dizer que a Vale precisava pensar um pouco mais no país, e não só nos seus lucros. Dilma compartilha da mesma posição do ex-presidente e espera, segundo assessores, que Agnelli aumente os investimentos em unidades para beneficiar o minério de ferro no país.

O governo exerce pressão na mineradora por meio da BNDESpar e fundos de pensão de estatais (como Banco do Brasil, Caixa e Petrobras), acionistas que integram o grupo de controle acionário.

Fonte: http://www.blogdodecio.com.br/?s=vale+calote


segunda-feira, 14 de março de 2011

Exposição Gandarela

Foto: Macaca

EXPOSIÇÃO SERRA DO GANDARELA: PAISAGENS E BIODIVERSIDADE

Horário: 20 março 2011 às 18:00 a 6 junho 2011 às 19:00
Local: Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG Galeria de Exposições Temporárias
Organizado por: Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

Descrição do evento:
Projeto quatro estações museu de outono - 2011 - Data de abertura – 20 de março de 2011
Na chegada de mais uma estação, uma novidade: em cada temporada do Projeto Quatro Estações, um setor do MHNJB é apresentado aos visitantes. No Museu de Outono 2011, quem inicia esta etapa é o Centro Especializado Jardim Botânico do MHNJB/UFMG.
Exposições:Serra do Gandarela: Paisagens e BiodiversidadeLocal: Galeria de Exposições TemporáriasData: 20/03 a 12/06+ nos meses de Abril, Maio e JunhoVisita técnica à Serra do Gandarela: acompanhe a programação pelo site do Museu.
+ informações: (31) 3409-7607.
Entrada: R$ 4,00 (menores de 5 e maiores de 60 não pagam)
Endereço: Rua Gustavo da Silveira, 1035, Santa Inês.(próximo à estação Santa Inês)
Veja a progração completa pelo site:

www.mhnjb.ufmg.br/evento_outono2011.html

sábado, 12 de março de 2011

Campanha da Fraternidade e Gandarela




O Macaca, junto ao Movimento de Preservação do Gandarela (Raposos, Rio Acima, Belo Horizonte) participou do lançamento da Campanha da Fraternidade 2011 na Serra da Piedade. O tema da campanha desse ano "Fraternidade e a vida no planeta", voltada para o meio ambiente, harmonizou-se totalmente com a proposta de criação do Parque Nacional do Gandarela e com a proteção de toda a biodiversidade e águas daquele lugar. A maioria das pessoas, em grande número, de diversos locais da região metropolitana, não conhecia a Serra do Gandarela e o momento foi uma grande oportunidade para divulgação da causa. Uma adesão importante foi do arcebispo, D. Walmor, que assinou o manisfesto de apoio à criação do Parque Nacional do Gandarela.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sasasaricando ...











Ontem, a chuva deu uma trégua, a alegria que encheu a praça transbordou pelas ruas do Centro de Caeté. É o Carnacatu aí gente!!!





A nostalgia de velhos tempos bailou nos olhos dos adultos, a brincadeira contagiou as crianças e os jovens experimentaram em tempo real emoção, prazer e diversão. Em plena época de revolução tecnológica, tamborins, clarinetas e tambores foram o suficiente para dar o tom da alegria e da descontração no Centro histórico de Caeté.





Nesse ano homenageamos os principais personagens do Carnaval histórico de Caeté. Com samba enredo (letra do Claret) e tudo!





sexta-feira, 4 de março de 2011

Sasasaricando ...









Venha participar dessa folia!!!
O Carnacatu acontecerá: Domingo(06/03) e terça (08/03) a concentração na praça João Pinheiro a 15h, Praça da Matriz seguida de desfile pelas principais ruas do Centro Histórico de Caeté. O evento é organizado pelo Macaca e com apoio da Associação dos Artesãos. O 3º CARNACATU contará com a presença do bloco de bonecos gigantes Geni e Zepelin do Maracatu e a sensacional Banda do Porco e a Charanga do João botando fogo no carnaval do centro histórico. Ainda há tempo de fazer o seu bloco!

terça-feira, 1 de março de 2011

Carnacatu: vista-se de alegria.



Fique bonito(a) na folia.
As camisas superestilosas do 3º Carnacatu já estão à venda.
Compre a sua antes que acabe.
Contato:
Ademir 3651-3689